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quinta-feira, 12 de junho de 2014





AUSÊNCIA 
    
Eu aqui, você lá...
Quanta falta da presença
que essa ausência me faz.
"O não estar" me faz lembrar, e 
amar ainda mais, o momento compartilhado,
dividido e multiplicado.
Caricias que a pele vestiu,
 amor que do corpo fluiu.
Chama que a alma acendeu
e permaneceu num incêndio sem fim.
Ausência que faz a presença saudosa,
vultosa, preciosa...religião em mim.
Lembro dos olhos teus, transparentes
no desejo veemente de encontrar os meus.
A tua face na minha, roçando delicada,
até o encontro dos lábios afoitos.
E assim, entre nós, um espaço
inexistente...unoúnicos.
Ir e vir, ciclo que faz da ausência uma presença viva, amada, desejada, ainda que as chegadas se encontrem nas despedidas.
Onde estiveres, DEUS te abençoe, e a nós também.


                                            
                                                
                                     (T)

         
                     





             O HÉROI COMPREENDE A RESPONSABILIDADE 
          QUE VEM JUNTO COM A SUA LIBERDADE...
                                     (BOB DYLAN)





      Raramente se abdica da liberdade facilmente, ou deliberadamente, já que é um bem tão precioso.
      Mas ela não é tão bondosa assim...
      Segundo Sartre, ser livre é ter mais responsabilidade do que se imagina.
      A liberdade não é de cunho puramente arbitrário.
      Usufruímos de regras e critérios para julgarmos as nossas escolhas, até mesmo para respondermos por elas.
      O que fizermos "livremente" terá repercussão não só em nossas vidas, mas em todo o meio.
      É preciso não ter medo, e mais do que isso, ter coragem para nos submeter ao preço da completa autonomia. 
      Percebi que os espíritos livres geralmente gozam de mais tempo solitários,  talvez para preventivamente isentarem coadjuvantes da consequência dos seus atos, ou para não se comprometerem em suas loucuras.
      O que vem de nós respinga diametralmente...
      Não obstante, ao contrário de ser livre, pelo auto domínio  e sobre os próprios sentimentos, prefiro a escravidão do amor em sendo deliciosamente desatinado,  tirando a posse sobre si mesmo, em nome dos  desejos compartilháveis que o coração tanto anseia com o objeto amado... 
      Loucura santa... e feliz .



                                                 (T)