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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013



SOFRER pode ser  
A PONTE PARA A FELICIDADE


  • Ao pensar em escrever sobre “sofrimento”  já sabia ser este um tema triste. Mas trata-se de um decurso normal da vida, inerente à condição humana, e  quase sempre antecedendo alegrias, e bons desdobramentos. É o preço que pagamos por sermos sensíveis. 
  •  O que  desejamos  expor se faz à luz do  senso comum, sem pretensões acadêmicas. Existem  contingências e  variáveis atreladas a diversas culturas, realidades sociais e pensamentos filosóficos. Provavelmente divergiriam  de certas colocações aqui  escritas.

 Bem, vamos ao ponto: mundo é indiferente ao nosso bem  estar.Dores todos temos, mas a  duração e o quanto sofrer são individuais. Então, vamos enfrentá-lo e escrever uma história com um bom  final, o que só depende de nós.
Conhecemos o sofrimento quando nosso sistema nervoso é atingido por emoções ou situações físicas ruins:dor, enfermidade, desgaste, injúria, conflitos em geral.
Alguns infortúnios, de várias magnitudes, são realidades absurdas, que parecem ser incoerentes e difíceis de suportar. Acabam ferindo o sentido das coisas.
Citando exemplos de mães que perdem seus filhos ( como mulher e mãe, penso que provavelmente seja das piores torturas), não há o que fazer, não há como ressuscitar essas pessoas. Mas muitas mães não se prendem às impossibilidades, não pautam  suas vidas na desgraça eterna, e nem se fazem de vítimas.Contudo , renascem por ótimas causas e em motivos que  as restauram em boa parte como pessoas.
Reacendem o sentido da vida em movimentos solidários que possam ajudar outras mães e pais com os corações  machucados. São mulheres que ensinam e plantam as sementes de um mundo novo.

Num patamar também de grande sofrimento estão as  guerras, as famílias desfeitas, separação conjugal, a fome, as doenças e epidemias que assolam as populações marginalizadas, sem os benefícios e direitos de uma sociedade justa.
A forma de gerenciar o sofrimento e decidir como ele vai afetar a vida de cada um, em algumas circunstâncias, é que vai torná-lo mais ou menos devastador.
Em medicina, o sofrimento, objetivamente, é o motivo maior da profissão existir . Ela tem a intenção de torná-lo menor, e em grande parte das vezes resolvê-lo, com medidas alopáticas e até alternativas.
 Particularmente, na atividade médica, não consigo abordar apenas a dor física sem entender e amenizar suas conseqüências psicológicas e emocionais.Seria desumano e impróprio.
O médico deve colocar-se no lugar do paciente para administrar um tratamento ideal em todos os aspectos, e sentir-se privilegiado por ser um canal de esperança e resolução.




                             Uma das nossas canções autorais (GHB) 
                                       http://youtu.be/n5va5sgPBOs

Historicamente percebemos que quase sempre as aflições antecedem a glória, a felicidade,as realizações ,desde que a ternura, a fé e a confiança não sejam perdidas  nos embates da vida.
Já perceberam como o sofrer nos torna mais  sensíveis ,solidários,misericordiosos? (exceto os mentalmente obtusos ou com corações petrificados). E como não bastasse, isso aproxima os corações  e coloca-nos em nossos devidos lugares como elementos finitos e iguais deste universo infinito.As ações mútuas e fraternas suavizam o fardo individual e coletivo.
Após refletir sobre o  tema, decidi escrever, porque me convenci de que existe o “lado bom de sofrer”.O resultado dessas travessias difíceis,com força , coragem e serenidade, pode compensar o lado triste.
Já disse o poeta: “Não há mal que dure para sempre.Tudo é temporário, efêmero. Nunca somos, sempre estamos!”…portanto vamos caminhar e venha o que vier!
 Por: 
Thelma Eliza Ferreira Gregori

Um comentário:

  1. Thelma... este texto tem muito de minha trilha... Felizmente, somos todos como fênix... temos que morrer para poder renascer mesmo que seja através de perdas... Não há como medir, não há como comparar, então o mais simples é deixar a dor somente para alguns momentos (que são inevitáveis) e tentar renascer a cada dor apresentada pelo nosso destino... beijos

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